Dec 8, 2008

Opinion: Messina's patriotism and the "no" to France (Opinião: O patriotismo de Messina e o "não" à França)

Italian coach Ettore Messina recently declined an invitation to coach the French national team. According to this article, Messina stated if he had accepted, he would feel a traitor, since France and Italy are in the same additional qualifying group for Eurobasket 2009 and only one team will be able to qualify. He also added that he would never coach a team against his country.
While it's true that Italian basketball as a whole could be at stake (due to a long series of upsets and bad results) if they don't qualify and Messina's professionalism is not generally questionable (he proves it over and over again and the four Euroleague titles account for it), can the patriotism here portrayed have been exaggeratedly expressed? Does Messina's professionalism fail in this area or could he be lying about the real reason?
Generally, a professional player or coach will play with his heart and give his best regardless of the opponent. There are known cases of players playing against their former teams and making their best games (and crying afterwards), which only goes to show how professional their commitment is. Messina is a winning coach and any other coach with less titles or none would immediately accept an invitation to coach a national team like France. Therefore, perhaps he was not lying about the reason for his refusal nor his patriotism is exaggerated. The only element remaining is surprisingly professionalism (and in this case a bit of lack of ambition too) and Messina's decision was probably propelled by the amount of trophies he already won and the particularly difficuly times for Italian basketball.
With that said, it is quite understandable that Messina will never coach a national team in direct competition with Italy and the only remaining question is: will he ever coach a national team other than the Italian? Judging by his declarations and his current stance, we'd say no, but what if he was in charge of a national team and he would face Italy, would he lose on purpose or quit his post before the game? Messina raised an important precedent and might be in difficult situations in the future whether in his opinions about other teams, players, coaches and national temas, conducts or professional job decisions (the Toronto Raptors and Barcelona have been mentioned in the last few days).
Bottom line, Messina could have kept his reasons with himself.



(O treinador italiano Ettore Messina rejeitou recentemente um convite para seleccionador da França. De acordo com este artigo, Messina afirmou que se tivesse aceite, sentir-se-ia um traidor, uma vez que França e Itália estão no mesmo grupo de qualificação adicional para o Eurobasket 2009, e apenas uma equipa se qualificará. Messina acrescentou também que nunca treinará uma selecção contra o seu país.
Embora seja verdade que todo o basquetebol italiano poderá estar em causa (em virtude de uma longa série de maus resultados e perturbações) caso a Itália não se qualifique e que o profissionalismo de Messina em geral não é questionável (o italiano tem-no provado contantemente e os quatro títulos da Euroliga comprovam-no), poderá o patritotismo aqui retratado ter sido expresso de modo exagerado? O profissionalismo de Messina falha neste campo ou poderá o treinador estar a mentir sobre o verdadeiro motivo?
Em geral, um jogador ou treinador profissionais jogam com o coração e dão o seu melhor independentemente do adversário. Existem casos conhecidos de jogadores que jogam contra as antigas equipas e fazem as suas melhores exibições (chorando mais tarde), o que só demonstra o carácter profissional do compromisso que assumem. Messina é um treinador ganhador e qualquer outro com menos títulos ou nenhum aceitaria de imediato um convite para treinar uma selecção como a França. Sendo assim, talvez o italiano não estivesse a mentir sobre o motivo da recusa nem o seu patriotismo seja exagerado. O único elemento que resta é, surpreendemente, o profissionalismo (e, neste caso, também um pouco de falta de ambição) e a decisão de Messina foi provavelmente impulsionada pela quantidade de títulos já ganhos e pelos tempos particularmente difíceis do basquetebol italiano.
Posto isto, é bastante compreensível que Messina nunca venha a treinar uma selecção em competição directa com a Itália e a pergunta que fica é: treinará Messina outra selecção que não a italiana? A julgar pelas suas declarações e pela sua posição actual, diríamos que não, mas e se fosse seleccionador de uma equipa e jogasse contra a Itália, perderia de propósito ou abandonaria o cargo antes do jogo? Messina criou um precendente importante e poderá colocar-se em situações complicadas no futuro relativamente a opiniões sobre outras equipas, jogadores, treinadores ou selecções, condutas ou decisões profissionais (os Toronto Raptors e o Barcelona têm sido referidos nos últimos dias).
Em suma, Messina podia ter guardado os motivos para si mesmo.)

No comments: